Este consumidor deve ser condicionado a considerar que o que é novo é sempre superior ao já existente. Esse processo foi tão avançado que a caneta, o relógio e o isqueiro são descartáveis; a joia foi substituída pela bijuteria; o automóvel e o eletrodoméstico mudam de forma a cada ano; a cor e o formato do vestuário mudam a cada estação.
Na globalização o esforço mercadológico e tecnológico é reduzir a durabilidade das coisas. Desse padrão de comportamento emana persistente e sinistra campanha ecológica que parte do óbvio: a maioria dos recursos naturais não é renovável.
Ao invés de contrapor uma tecnologia que aumente a durabilidade e diminua o desperdício, a campanha pela ecologia parece orientada a impedir que a periferia, soberanamente, utilize seus recursos naturais de modo a resolver a questão social mantida com tarefa nacional.
